Cientistas desenvolvem método para diferenciar Alzheimer de outra demência

Método não invasivo de estimulação magnética do cérebro distinguiu as doenças com 90% de precisão

Cientistas da Universidade de Brescia (Itália) desenvolveram um novo método não invasivo para distinguir a doença de Alzheimer da demência frontotemporal (DFT), dois tipos de demência que têm sintomas que podem ser confundidos, mas cujos tratamentos são diferentes. A descoberta foi publicada nesta quarta-feira, 26, na Neurology, revista científica da Academia Americana de Neurologia.

De acordo com a pesquisadora que liderou o estudo, Barbara Borroni, no passado acreditava-se que a DFT era uma doença rara, mas estudos mais recentes mostram que ela corresponde a até 15% dos casos de demência.

“O problema é que, por causa de sua vasta gama de sintomas, a DFT é frequentemente diagnosticada de forma errada como um problema psiquiátrico, Alzheimer ou Parkinson”, disse Barbara.

A doença em geral afeta mulheres a partir dos 50 anos e é caracterizada por uma mudança radical de comportamento e problemas de linguagem. De acordo com Barbara, como não há cura para DFT, é importante identificar a doença com precisão para que os médicos possam tratar os sintomas e evitar terapias desnecessárias – como os remédios inibidores da acetilcolinesterase, por exemplo, que são prescritos para doença de Alzheimer, mas não funcionam bem para DFT.

“Fazer o diagnóstico correto pode ser difícil. Os métodos atuais podem ser tomografias cerebrais muito caras, ou punções lombares invasivas, que envolvem a inserção de uma agulha na medula espinhal. Portanto, é animador que sejamos capazes de fazer o diagnóstico correto de maneira fácil e rápida, com um procedimento não invasivo”, disse Barbara.

A nova técnica, batizada de estimulação magnética transcraniana (EMT), consiste em colocar uma grande bobina eletromagnética no couro cabeludo. O aparelho gera correntes elétricas que estimulam as células nervosas.

Circuitos distintos

Para realizar a pesquisa, os cientistas conduziram um experimento envolvendo 79 pessoas com suspeita de Alzheimer, 61 pessoas com suspeita de DFT e 32 pessoas da mesma faixa etária que não apresentavam sinais de demência.

Utilizando o EMT, os cientistas conseguiram medir a capacidade do cérebro para conduzir sinais elétricos entre diferentes circuitos cerebrais. Eles descobriram que as pessoas com doença de Alzheimer tinham problemas especialmente em um tipo de circuito, enquanto os pacientes com DFT apresentavam problemas em outro tipo de circuito.

Com isso, os cientistas foram capazes de diferenciar a DFT da doença de Alzheimer com 90% de precisão. A precisão foi de 87% para a distinção entre Alzheimer e cérebros saudáveis e de 86% entre DFT e cérebros saudáveis. Segundo os autores do estudo, os resultados foram igualmente bons quando o teste foi feito apenas em pessoas com formas suaves da doença.

De acordo com Barbara, a precisão dos resultados na comparação entre os dois grupos de pacientes foi comparável à dos testes de tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês) e também à do método que utiliza fluido da medula espinhal por meio de punções lombares.

“Se nossos resultados puderem ser replicados em estudos maiores, será muito emocionante. Os médicos poderão logo ser capazes de diagnosticar a DFT de forma rápida e fácil com esse procedimento não invasivo. Essa doença infelizmente não pode ser curada, mas pode ser administrada – especialmente se for diagnosticada precocemente”, disse Barbara.

Fonte: www.estadao.com.br

O revés das dietas sem glúten

Cortar a proteína de pães e massas virou tendência no mundo todo. Mas novos estudos mostram que essa moda pode cobrar seu preço lá na frente

O remédio cerivastatina foi uma das medicações mais prescritas pelos cardiologistas no final dos anos 1990. Seu poder de baixar o colesterol e prevenir problemas cardíacos era indiscutível. Até que surgiram relatos de pessoas que tomaram esse tipo de estatina e tiveram rabdomiólise, uma destruição gravíssima dos músculos. Em pouco tempo, o comprimido foi banido do mercado e não se falou mais nele. Guardadas as devidas proporções, fenômeno similar começa a acontecer com a dieta sem glúten.

Após celebridades anunciarem que parar de ingerir a proteína do trigo, da cevada e do centeio era a fórmula certeira para emagrecer, o assunto ganhou as ruas e as redes sociais – o número de adeptos do regime glúten-free triplicou de 2009 para cá, de acordo com uma pesquisa da Escola Médica Rutgers New Jersey, nos Estados Unidos. Porém, passados alguns anos dessa febre toda, começam a pintar evidências de que eliminar pães e bolos sem motivo aparente ou orientação médica não é lá uma boa ideia – pelo contrário, a restrição está vinculada ao maior risco de problemas de saúde sérios.

A primeira prova do revés vem da americana Universidade Harvard. Foram analisadas informações de quase 200 mil indivíduos, acompanhados durante três décadas. Aqueles que consumiam pouco (ou nenhum) glúten por dia apresentavam um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Outro artigo, assinado por experts da Universidade Colúmbia, também nos Estados Unidos, não encontrou relação entre a ingestão da proteína e o aumento nas taxas de infarto e AVC. Na contramão, o consumo moderado das fontes de glúten estava ligado a uma menor probabilidade de encarar esses males. “Falamos de alimentos ricos em grãos integrais, que sabidamente conferem proteção cardiovascular”, diz o gastroenterologista e pesquisador Andrew Chan.

Mas de onde viria essa proteção? Ora, trigo, centeio e cevada carregam vitaminas e fibras, estas essenciais para manter o equilíbrio da microbiota, o conjunto de bactérias que vivem em nosso sistema digestivo. “Elas são alimento para esses micro-organismos e impedem a absorção excessiva de gorduras e açúcares”, explica a nutricionista Olga Amancio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

Assim, a ausência desse tipo de alimento no cardápio bagunçaria a flora intestinal e criaria condições para diabete, colesterol alto e outras encrencas prosperarem. Apesar desses indícios, convém deixar claro que os dois estudos não permitem determinar ainda uma relação de causa e efeito. “Precisamos confirmar esses achados com outras pesquisas”, admite a médica Rosana Radominski, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Fonte: www.abril.saude.com.br

 

ANS coloca em consulta pública resolução para aprimorar portabilidade de carências

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai atualizar a norma que estabelece as regras para que o beneficiário de plano de saúde possa trocar de operadora sem cumprir novo período de carência. O tema está sendo colocado em consulta pública a partir de hoje (03/08) para que toda a sociedade possa participar da discussão e contribuir com sugestões. Com as mudanças, a reguladora busca oferecer ao consumidor maior mobilidade no mercado, aumentando as possibilidades de escolha do plano de saúde, e incentivar a concorrência no setor.

Uma das principais alterações propostas é o fim da chamada “janela”, período que o beneficiário tem para fazer a portabilidade – atualmente o interessado deve solicitar a troca no período de 120 dias contados a partir do 1º dia do mês de aniversário do contrato. Esse critério impede que beneficiários que não estão sendo adequadamente assistidos pela operadora deixem imediatamente o plano. Com a nova regra, a troca de plano poderá ser feita a qualquer tempo após o cumprimento do prazo de permanência.

A norma que está sendo proposta também amplia a portabilidade para beneficiários de planos coletivos empresariais, modalidade que contempla, atualmente, 66,4% dos beneficiários de planos médico-hospitalares, ou seja, cerca de 31,5 milhões de pessoas. Pelas normas em vigor, apenas beneficiários de planos individuais ou familiares e coletivos por adesão podem fazer portabilidade.

“Essa proposta de normativa vem sendo construída a partir de diversas reuniões realizadas pela ANS no âmbito do Comitê de Regulação da Estrutura de Produtos, que reúne representantes de operadoras, prestadores e órgãos de defesa do consumidor. Ela foi aprimorada levando-se em conta principalmente as necessidades dos beneficiários de planos de saúde e representa um importante avanço no processo regulatório, garantindo mais qualidade para o setor”, avalia Karla Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos (Dipro) da ANS.

Outra importante medida prevista é a substituição da compatibilidade por tipo de cobertura pela exigência de carências para as coberturas não previstas. “A compatibilidade por tipo de cobertura restringe o acesso de muitos beneficiários que não encontram planos compatíveis nesse critério, pois há uma grande concentração de planos classificados em internação com obstetrícia e pouca oferta de planos de internação sem obstetrícia ou sem internação. Já o fim da janela permite que o beneficiário possa escolher, a qualquer tempo, o plano em função da qualidade, o que aumenta a concorrência”, explica a diretora.

A portabilidade de carências foi instituída pela Resolução Normativa nº 186/2009. Inicialmente, era permitida apenas para beneficiários de planos de contratação individual ou familiar. Posteriormente, com a publicação da RN nº 252/2011, o benefício foi estendido também aos beneficiários de planos coletivos por adesão e criou-se a portabilidade especial de carências para situações especiais, em que a mudança de plano ou de operadora é ocasionada por motivos alheios à vontade do beneficiário.

Todos os materiais relacionados à consulta pública nº 63 estão disponíveis no site da ANS (confira aqui). As contribuições deverão ser enviadas no período de 10/08 a 11/09 pelo próprio site da reguladora.

Confira as propostas para alteração da Resolução Normativa nº 186

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: www.ans.gov.br

Médicos do Brasil são os que mais pedem exames, revela ANS

O fenômeno traz riscos aos pacientes, como a exposição frequente a radiações comuns em exames de imagem

Os médicos de planos de saúde brasileiros já pedem mais exames de tomografia e ressonância do que profissionais de países desenvolvidos, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável pela regulação e controle dos planos de saúde.

O número desses procedimentos por pacientes de convênios médicos no Brasil cresceu 22% em apenas dois anos, o que, segundo a ANS e especialistas, indica que muitas solicitações podem estar sendo feitas indevidamente.

Entre as principais razões para a realização excessiva dos procedimentos estão falhas na formação médica, interesses financeiros de hospitais e laboratórios e má remuneração por parte das operadoras aos prestadores de serviço.

O fenômeno, além de aumentar o desperdício de recursos no sistema privado, ainda traz riscos aos pacientes, como a exposição frequente a radiações comuns em exames de imagem.

A tomografia computadorizada e a ressonância magnética são usadas como referência pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para avaliar o acesso aos recursos de saúde na área de tecnologia médica.

Elevado

Enquanto nessas 35 nações – incluindo algumas das mais desenvolvidas do mundo, como Alemanha, França e Estados Unidos –, a média anual de ressonâncias é de 52 por 1 mil habitantes, no sistema suplementar brasileiro o índice foi de 149 por 1 mil beneficiários em 2016.

Segundo o estudo da ANS, a média de tomografias realizadas também é superior nos planos de saúde do Brasil em 2016 em comparação com países ricos: 120 exames por 1 mil habitantes nas nações da OCDE ante 149 por 1 mil beneficiários dos convênios médicos brasileiros.

Considerando os números absolutos, o número de ressonâncias feitas por pacientes de convênios passou de 5,7 milhões em 2014 para 7 milhões em 2016, alta de 22%. Já o de tomografias passou de 5,9 milhões para 7 milhões no mesmo período, crescimento de 18%.

Ao todo foram realizados no ano passado 796,7 milhões de exames complementares por beneficiários de planos de saúde no Brasil. Entre 2014 e 2016, verificou-se um aumento de 12% no número de exames, segundo o Mapa Assistencial da Saúde Suplementar da ANS.

Médicos do Brasil são os que mais pedem exame

O excesso de procedimentos e exames, sem diretrizes clínicas que discutam a sua eficácia, não se traduz em resultado de saúde, pondera Karla Santa Cruz Coelho, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS.

Ela acrescenta que é preciso ter evidência clínica para se pedir tantos exames. Se o paciente, por exemplo, tem a necessidade de emagrecer, é preciso checar se há doenças que causem o sobrepeso ou se há outras formas de emagrecer. “São necessárias outras avaliações, pois só o exame não resolve”, diz.

Este excesso de exames, segundo a diretora, representa um desperdício que põe em risco a sustentabilidade das operadoras. Em função disso, grupos de estudos já foram criados para identificar novos modelos de remuneração dos profissionais. “Enquanto os prestadores de serviço, como hospitais e laboratórios, forem pagos por procedimento e não por qualidade, o número de exames será infinito”, diz ela.

Uma das propostas é que os pagamentos fossem feitos com foco nos resultados em saúde e na prevenção de doenças. Atualmente a remuneração dos prestadores é feita por procedimentos realizados e por internações.

Mais de 40 exames antes de consulta

Para agendar a primeira consulta, ele foi informado que antes precisaria fazer alguns exames. E para surpresa dele, a lista era longa: 42 tipos de exames. “No laboratório foi necessário retirar 11 tubos de sangue”, conta o paciente, de 20 anos, a quem foi dada a explicação de que a antecipação dos procedimentos era para agilizar o tratamento.

Só após ter os resultados em mãos ele teve acesso à primeira consulta, para que o profissional médico pudesse avaliar o seu caso: o paciente, cujo nome, assim como os demais, está sendo preservado a pedido, queria emagrecer. “O médico explicou e que era importante ver todas as taxas juntas, já que isoladas elas poderiam apresentar um outro cenário”.

Durante o tratamento, este paciente teve que repetir os mesmos exames. “Para acompanhamento”, relata. Já está na terceira coleta, feita a cada três meses. Desde janeiro, realizou 126 exames.

E este não foi o único caso. A uma outra paciente, que também pretende emagrecer, foram solicitados cerca de 25 exames: “Cheguei na consulta e a médica informou que só poderia me prescrever uma dieta após os exames”.

A um terceiro, foi pedido mais de 30. “Fiquei surpreso. Isto nunca tinha me acontecido”, relatou o jovem. No caso dele, a operadora do plano de saúde recusou pelo menos 30% dos pedidos. “Acabei desistindo e procurando outros profissionais”, contou.

Sem motivo

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Carlos Magno Pretti Dalapícola, não há justificativa clínica para a realização de tantos exames, muitos menos com uma frequência tão curta. “Não é necessário. É uma expoliação do sangue do paciente. Isto só é feito quando há alguma doença que precise de acompanhamento, mas com um intervalo maior”, pondera.

O endocrinologista Albermar Harrigan avalia que o que ocorre é um “modismo”, com vários profissionais criando situações e supervalorizando exames em detrimento de uma avaliação clínica. “E o que é pior, em muitos casos os exames são pedidos sem que o médico nem mesmo veja, avalie, converse com o paciente. Exame é um detalhe a mais, não o diagnóstico, que é fechado com história clínica e o exame físico”, assinala.

Harrigan lembra de um paciente que o procurou com uma lista de 61 exames pedidos por um outro profissional e que foram recusados pela operadora de plano de saúde. “Queria que eu fizesse a justificação para que eles fossem autorizados, não aceitei”, relata.

Com 50 anos de profissão, o nefrologista Michel Silvestre Zouain Assbu garante que nada supera a conversa e a avaliação clínica do paciente. “Nada substitui a relação entre o médico e o paciente, o exame físico, a avaliação. Muitos resultados de exames laboratoriais podem até atrapalhar”, pondera.

Ele relata que há profissionais que pedem muitos exames e não sabem nem interpretar os resultados. “Acabam encaminhando o paciente para outros profissionais. E preciso ter cuidado. Sem contar os gastos desnecessários”, observa.

Conselho Regional de Medicina critica exagero 

Insegurança, judicialização da medicina – com vários médicos sendo acusados na Justiça – e até para auferir ganhos com exames auto gerados estão entre os motivos que levam os profissionais médicos a pedirem exames em excesso, relata o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Carlos Magno Pretti Dalapícola.

Mas apesar da constatação até pelos dados da Associação Nacional de Saúde suplementar (ANS), não há nenhuma reclamação registrada no Conselho sobre o assunto. “Se recebermos ela será investigada, com certeza”, diz Carlos Magno.

O excesso de exames, pondera ele, pode trazer riscos para os paciente, como uma perfuração da veia, uma trombose. “Uma complicação desnecessária”, pontua.

Ele reforça que, assim como os exames laboratoriais, não há motivos clínicos justificáveis para se pedir tomografias e ressonâncias em espaços tão curtos, entre três a quatro meses. “Há patologias e queixas que precisam de uma investigação, pedem uma avaliação mais ampla. Mas não são todos os casos e nem no volume que temos visto”, assinala, acrescentando: “Muitos querem emagrecer por exame, mas isto não é indicado. E está virando um modismo”.

Outro ponto importante nesta discussão, destaca Carlos Magno, é que 30% dos exames realizados no Brasil ficam esquecidos. “Muitos tem o gasto, pagam e não voltam para buscar o resultado do exame”, relata.

Fonte: www.gazetaonline.com.br

 

 

O poder dos alimentos termogênicos

Alimentos que prometem acelerar o metabolismo e potencializar a perda de peso

Hoje se fala muito de alimentos que prometem acelerar o metabolismo e potencializar a perda de peso, os chamados termogênicos. Os principais alimentos difundidos como termogênicos são os chás, o café, a canela, o gengibre, a pimenta e o óleo de coco, porém ainda não existem muitos estudos que apontem exatamente como eles funcionem, a dose exata necessária para trazer algum benefício à saúde e a melhor forma de serem consumidos. Ainda assim, são alimentos que trazem certos benefícios ao organismo, auxiliando de alguma maneira na perda de peso. Esses alimentos podem fazer parte da alimentação da maioria das pessoas sem restrição, mas a principal recomendação é que não se faça uso de suplementos sem orientação de um médico ou nutricionista, já que o que funciona para uma pessoa, não necessariamente funcionará para você.

Chá verde – possui muitos compostos bioativos, ou seja, que trazem benefícios ao corpo humano, entre eles substâncias com ação antioxidante, anti-inflamatória e termogênica. Ele possui substâncias chamadas polifenóis que auxiliam na redução da absorção de gordura e no envio de sinais de saciedade, o que auxiliaria no processo de perda de peso. Alguns compostos, porém, podem prejudicar a absorção de certos nutrientes provenientes da alimentação, então o seu consumo deve ser feito longe do almoço e jantar.

Chá de hibisco – na verdade, o chá de hibisco não possui ação termogênica, como algumas pessoas acreditam. Por ter um alto poder diurético, ele faz com que a retenção de líquidos no organismo seja reduzida, o que dá a sensação de diminuição de inchaço, o que é diferente de perda de peso. Além disso, possui compostos antioxidantes, que contribuem para a prevenção do envelhecimento precoce e de doenças cardiovasculares.

Café – possui cafeína, substância que é altamente estimulante. Por isso, é associado a uma maior disposição para a prática de atividades físicas. Porém deve ser consumido com cuidado, principalmente por pessoas com problemas de pressão ou cardíacos.

Canela, gengibre e pimenta – são associadas a um aumento da temperatura corporal, o que aceleraria o metabolismo e significaria que têm um efeito termogênico.

Óleo de coco – amplamente divulgado como auxiliar na perda de peso, até hoje nenhum estudo apontou se realmente esse benefício é real. Recentemente, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia lançou um posicionamento contra o uso de óleo de coco com função de emagrecimento, já que, além dos poucos estudos realizados, o óleo de coco possui gorduras saturadas em quantidades elevadas, o que pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Fonte: www.segs.com.br

Rejuvenescer sem perder a qualidade de vida

Hoje, ter 60, 70 ou até mesmo 80 anos de idade já não é mais um fator limitante para cirurgias plásticas

Cada vez mais frequentes nessa faixa etária, as cirurgias plásticas estão menos relacionadas a fins estéticos e mais às necessidades e funcionalidades diárias das pessoas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com mais de 65 anos é de 58,4 milhões e acredita-se que até 2060 a expectativa de vida deverá passar de 75 para 81 anos. Isso representa um ganho na qualidade de vida dessas pessoas e, consequentemente, maior atenção em relação aos cuidados com a aparência e autoestima.

A flacidez da pele nas pálpebras é um dos problemas mais corriqueiros nos consultórios dos cirurgiões. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, só em 2015, foram registradas quase 145 mil intervenções cirúrgicas para corrigir as pálpebras caídas e o excesso de pele. De acordo com o cirurgião plástico Alexander Nassif, “esse problema pode ser corrigido com uma cirurgia simples, rápida e com resultados que impactam bastante na aparência do paciente, por isso, há tanta procura. O excesso de pele na região, ou ainda um desajuste de posicionamento, mudam as feições, tornando o olhar triste e cansado”, afirma o médico.

Além de cirurgias de pálpebras, outras cirurgias recorrentes são a retirada do excesso de gordura e pele nas mamas ou no abdome, que gera transtornos como assaduras, feridas e muito desconforto. Além de problemas funcionais, como dores nas costas.

Mas, é importante que o profissional oriente o paciente que, por mais que haja necessidade de um ou mais procedimentos, eles devem ser realizados de maneira isolada, um de cada vez. “Procedimentos menores e mais rápidos são os mais indicados, já que acarretam menos riscos e o pós-operatório é menos doloroso”, destaca Alexander.

As cirurgias mais comuns

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, atualmente os procedimentos mais comuns entre as pessoas que atingem a maturidade, são:

Blefaroplastia (cirurgia das pálpebras): são indicadas para melhorar a aparência das pálpebras superiores e inferiores. Rejuvenesce ao redor dos olhos, dando um ar de descanso e alerta.

MD Codes®: Mapeia os pontos do rosto para identificar exatamente onde devem ser feitos procedimentos estruturais, a fim de harmonizar a face como um todo e não apenas tratar  rugas e outras marcas de expressão. A partir dessa análise, o especialista faz aplicações de ácido hialurônico para suavizar os efeitos da idade.

Lifting de sobrancelhas: eleva e reposiciona os supercílios, pelas pálpebras ou pelo couro cabeludo.

BOTOX®: É indicado para suavizar as rugas e linhas de expressão do rosto. Entre as linhas tratadas estão as rugas da testa, a glabela (espaço entre as sobrancelhas) e, os pés de galinha, rugas que se formam na região dos olhos.

Abdominoplastia: Nesse procedimento é removido o excesso de gordura e de pele, restaurando os músculos enfraquecidos ou separados.

Mamoplastia Redutora: Remove o excesso de gordura, de tecido glandular e de pele para chegar a um tamanho proporcional ao corpo, aliviando o desconforto associado a mamas grandes. Também pode ser realizada em homens.

Fonte: www.segs.com.br

Leguminosas afastam o diabetes

Feijão, grão-de-bico e companhia ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue – se consumidos com frequência

Eis a façanha das leguminosas, grupo que reúne feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico. Cientistas da Universidade Rovira i Virgili, na Espanha, recrutaram 3 349 pessoas inicialmente livres do diabetes tipo 2. Os voluntários formavam dois grupos: com baixo e alto consumo desses alimentos, que são ricos em fibras, proteínas e antioxidantes.

Após quatro anos, os estudiosos notaram que a última turma tinha um risco 35% menor de ver o açúcar sobrar no sangue. “A lentilha e o grão-de-bico foram os mais benéficos”, diz Lívia Porto, endocrinologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista.

O mais bacana é que a ingestão considerada elevada era de 3,3 vezes por semana. “Não é muito”, avalia a médica. Lívia frisa, porém, que, no estudo, as leguminosas substituíam parte da proteína animal (carne, ovo) ou dos carboidratos (arroz e massas).

Fonte: www.saúde.abril.com.br

Chocolate turbina seu cérebro e sua memória, diz estudo

Os flavonoides presentes no cacau, matéria-prima do doce, melhoraram aspectos cognitivos de participantes de uma pesquisa italiana

Ingrediente principal do chocolate, o cacau já mostrou sua importância na melhora do humor, ajudando a acalmar qualquer estressadinho. E um estudo recente desenvolvido por pesquisadores italianos revelou que seu consumo regular pode beneficiar também a memória recente e o processamento de informações visuais.

A pesquisa, publicada no periódico Frontiers in Nutrition, recorreu a trabalhos anteriores para relacionar o consumo a longo prazo de altas quantidades de flavonoides presentes no cacau a ganhos nas atividades cognitivas – que envolvem diferentes aspectos coordenados pelo cérebro, como a aquisição de memórias, atenção e raciocínio.

Sabe-se que os flavonoides, compostos orgânicos vegetais que obtemos com a alimentação, têm ação antioxidante e auxiliam na absorção de vitaminas. A ideia do estudo era identificar como o cérebro reagia algumas horas depois de seu consumo, e que melhoras apareceriam em um intervalo de tempo maior.

Nos estudos considerados pelos pesquisadores, os participantes foram divididos em grupos para consumir quantidades variáveis dessas substâncias, seja na forma de uma bebida sabor chocolate ou nas das tradicionais barras. Desde os que ingeriram poucas quantidades até os que tiveram de consumir grandes volumes, cada um teve de permanecer com a dieta achocolatada por um período de cinco dias a três meses.

Os benefícios variaram de acordo com o perfil das cobaias. Para os mais velhos, o consumo a longo prazo melhorou a atenção, raciocínio, memória de curto prazo e dicção. Os resultados foram mais significativos para idosos que já tinham prejuízos cognitivos ou que já começavam a apresentar perda de memória.

No entanto, mesmo no caso de adultos saudáveis, as funções cognitivas foram impactadas positivamente – fazendo diferença, sobretudo, para as mulheres. Segundo mostra o estudo, os flavonoides presentes no cacau ajudaram a minimizar os efeitos que a falta de sono podem ter no cérebro delas. Passar a noite em claro e funcionar normalmente no dia seguinte, assim, era uma tarefa menos complicada para as mulheres – graças aos benditos efeitos conseguidos com o consumo do doce.

Segundo Valentina Socci e Michele Ferrara, pesquisadoras responsáveis pelo estudo, “os flavonoides do cacau trazem benefícios para a saúde do coração e podem aumentar a quantidade de sangue presente no giro denteado, uma área específica do hipocampo. Essa estrutura cerebral é particularmente afetada pelo envelhecimento, e uma potencial fonte para a perda de memória em humanos”, declararam, em um comunicado. Ou seja: não há nada de errado em se permitir um pouco de chocolate – sobretudo o amargo, 70% cacau, que é mais rico em flavonoides. Seu cérebro agradece.

Fonte: www.saude.abril.com.br

Projeto quer liberar animais em hospitais de SP para visitar pacientes

Justificativa é o benefício da relação entre homens e pets para o tratamento médico, comprovado

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de São Paulo propõe a liberação de animais de estimação em hospitais públicos para visitar pacientes internados. Uma das justificativas é o benefício da relação entre homens e bichos, comprovado cientificamente.

Autor da proposta, o vereador Rinaldi Digilio (PRB) argumenta que a visita do animal é uma forma de levar “carinho e alegria” ao paciente internado.

“Conforme a psicóloga Karina Schutz, especialista em terapia cognitivo-comportamental e diretora da Pet Terapeuta, tratamentos que utilizam animais na recuperação de pacientes já vêm sendo aplicados em diversos países, contabilizando resultados de sucesso”, defendeu o vereador.

Segundo Digilio, na Inglaterra, onde Karina estudou por três anos e meio, foi possível comprovar “que o estímulo dos pets em ambientes hospitalares, por exemplo, ajuda não somente o paciente, mas toda a equipe que convive com o animal”.

O texto determina regras para a liberação dos bichos, como vacinação em dia e laudo veterinário atestando a boa condição. Além disso, os animais deverão estar em recipiente ou caixa adequada.

“No caso de cães e gatos, devem estar em guias presas por coleiras e se necessário de enforcador e focinheiras”, afirmou o parlamentar.

Também está previsto que os hospitais devem estabelecer normas e procedimentos próprios para organizar o tempo e o local de permanência dos animais durante a visita. O local de encontro do paciente com o pet ficará a critério do médico e da administração do hospital, que determinarão as regras.

“A presença do animal se dará mediante a solicitação e autorização do médico responsável pelo paciente. A visita dos animais terá que ser agendada previamente na administração do hospital”, determina o projeto de lei.

O texto ainda será discutido por quatro comissões: Constituição e Justiça; Administração Pública; Saúde, Promoção Social e Trabalho; Finanças e Orçamento.

Fonte: www.estadao.com.br